
EN / PT

Os verões em Portugal são cada vez mais quentes, e as vagas de calor mais frequentes. Para os pais, isto traz uma preocupação acrescida: as crianças, sobretudo os bebés, são especialmente vulneráveis ao calor e ao sol, e nem sempre conseguem dizer-nos que algo não está bem. A boa notícia é que, com alguns cuidados simples, é possível aproveitar o verão em segurança. Reunimos neste guia tudo o que precisa de saber.
Nota: este artigo tem caráter informativo e não substitui o aconselhamento de um profissional de saúde. Perante sinais graves, contacte de imediato o 112 ou a Linha SNS 24 (808 24 24 24).
O corpo das crianças aquece mais depressa do que o dos adultos e transpira de forma menos eficiente, o que dificulta a regulação da temperatura. Os bebés, em particular, dependem inteiramente de nós para se manterem frescos e hidratados, e não conseguem comunicar desconforto. Por isso, em dias de muito calor, a vigilância de um adulto é a primeira e mais importante proteção.
Nos dias mais quentes, o objetivo é manter a criança fresca, hidratada e longe do pico de calor. Alguns cuidados essenciais:
Fique dentro de casa nas horas de maior calor, em regra entre as 11h e as 17h.
Mantenha a casa fresca, com estores ou cortinas fechados durante o dia e arejando ao início da manhã e ao fim da tarde.
Vista roupa leve, larga e clara, de tecidos naturais como o algodão.
Ofereça refeições leves e frescas, como fruta e sopas frias.
Refresque a criança com banhos mornos ou panos húmidos.
Nunca deixe uma criança sozinha dentro de um carro, nem por poucos minutos: a temperatura sobe a níveis perigosos muito depressa.
A hidratação é fundamental. Ofereça água com frequência ao longo do dia, mesmo que a criança não peça. Evite bebidas açucaradas ou muito frias. Nos bebés com menos de 6 meses, não se deve dar água: o que se recomenda é aumentar a frequência das mamadas (leite materno ou fórmula).
Esteja atento aos sinais de desidratação: menos fraldas molhadas do que o habitual, lábios e boca secos, choro sem lágrimas, sonolência ou irritabilidade. Perante estes sinais, ofereça líquidos e procure aconselhamento médico.
O protetor solar é importante, mas é apenas uma parte da proteção. A regra de ouro é evitar a exposição direta nas horas de maior intensidade (das 11h às 17h) e privilegiar a sombra. A acompanhar:
Chapéu de abas largas, que proteja rosto, orelhas e pescoço.
Óculos de sol com proteção UV próprios para crianças.
Roupa de proteção solar (de manga comprida e tecido próprio) para a praia ou piscina.
Sombra sempre que possível, com chapéu de sol, tenda ou guarda-sol.
Use um protetor solar de largo espetro (proteção UVA e UVB) e fator de proteção (FPS) 30 a 50+, próprio para a pele sensível das crianças. Aplique cerca de 30 minutos antes de sair e reaplique a cada 2 horas, e sempre depois de a criança se molhar ou transpirar muito.
Para bebés com menos de 6 meses, a recomendação é mantê-los fora da exposição solar direta, à sombra e com roupa adequada, em vez de depender do protetor solar; este deve ser aplicado apenas em pequenas áreas expostas, e só quando não há alternativa. A partir dos 6 meses, pode usar-se protetor solar próprio para a idade, sem dispensar a sombra e a roupa.
É importante distinguir dois quadros. Na exaustão pelo calor, a criança pode apresentar suor abundante, pele pálida e fria, cansaço, dores de cabeça, tonturas, náuseas e irritabilidade. Neste caso, leve-a para um local fresco, dê-lhe líquidos e refresque a pele.
O golpe de calor é mais grave e constitui uma emergência: a temperatura corporal sobe muito, a pele pode ficar quente e seca (ou muito suada), e podem surgir confusão, sonolência extrema, vómitos ou convulsões. Perante estes sinais, ligue de imediato para o 112, leve a criança para a sombra, retire-lhe roupa e arrefeça-a enquanto aguarda ajuda.
O IPMA emite avisos (amarelo, laranja ou vermelho) consoante a gravidade, e a Direção-Geral da Saúde divulga recomendações em períodos de calor intenso. Nesses dias, reforce todos os cuidados acima, evite saídas e atividades ao ar livre nas horas de maior calor e mantenha uma atenção redobrada aos bebés, às crianças pequenas e a quem tem doenças crónicas. Em caso de dúvida sobre sintomas, a Linha SNS 24 (808 24 24 24) pode ajudar a decidir como agir.
Nos dias em que precisa de apoio para manter as rotinas, a hidratação e a sombra das crianças, sobretudo quando o trabalho não para, contar com alguém de confiança faz diferença. É também para isso que existem os nossos Packs de Verão Baby Sisters, com acompanhamento personalizado em casa.
A partir de que idade posso pôr protetor solar num bebé? Em geral, a partir dos 6 meses, com um protetor próprio para a idade. Antes disso, a recomendação é manter o bebé fora da exposição solar direta, à sombra e com roupa adequada, usando protetor apenas em pequenas áreas expostas e quando não há alternativa.
Quantas vezes devo reaplicar o protetor solar nas crianças? A cada 2 horas, e sempre depois de a criança se molhar, nadar ou transpirar muito.
Quais são os sinais de desidratação numa criança? Menos fraldas molhadas do que o habitual, lábios e boca secos, choro sem lágrimas, sonolência ou irritabilidade. Perante estes sinais, ofereça líquidos e procure aconselhamento médico.
O que fazer se uma criança tiver um golpe de calor? Ligue de imediato para o 112, leve a criança para um local fresco e à sombra, retire-lhe roupa e arrefeça-lhe a pele enquanto aguarda ajuda. O golpe de calor é uma emergência médica.